Li em um blog por aí uma história de uma mãe muito irritada porque haviam oferecido bolo de chocolate para seu filho. Seu filho, que atualmente me parece estar sendo alimentado exclusivamente com leite materno, não come chocolates. Não conhece chocolates. Mas ficou interessado no negócio. A história segue e termina com uma mãe muito nervosa que xinga a tal oferecedora de açúcar ao menino.
Situação difícil. Sou contra quem fica oferecendo comida ao filho dos outros e já tive meus problemas com isso. De forma pior. Mas outro dia estive no lado contrário de uma situação parecida. Nas férias resolvemos passear na praia. Pela segunda vez na vida levei o pequeno para viajar de avião. E na sala de embarque ele se encantou pelos chocolates confeitados da prima. Como era final de semana e férias comprei um tubinho de mini chocolates confeitados para ele.
Meu filho tem três anos. Na verdade três anos e meio e come até meleca (apesar de eu não aprovar a prática). Nunca fui de restringir a alimentação dele. Não que eu esteja certa, mas sou meio relapsa mesmo. Tenho que confessar. E além do mais, foi assim que eu cresci e estou muito bem hoje.
De repente, uma menininha de poucos anos, que até segundos atrás estava lambendo a cadeira da sala de embarque chega para meu filho e, com a mãozinha esticada, pede o chocolate. Ele olha para mim. Eu olho em volta, porque a mãe deve estar por ali. Nada. Uma tia está olhando de longe e eu pergunto se posso oferecer. Ela não responde (educação, não temos). A mãe chega.
Pausa para momento tenso.
Ela olha para mim, fecha a cara, balança a cabeça como se eu fosse a errada e diz de forma nada educada: Claro que não! Vê de pode.
Faz cara feia para mim, cara feio para meu filho e pronto. Ficou louca. Passou o resto do vôo olhando para trás e fazendo caras e bocas para a gente.
E aí? Me diz: errada sou eu? Chata sou eu?